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Itabaiana,29/10/2026

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Eleição em Israel: Como acontecem as negociações para formação de governo?

cnnbrasil.com.br
Eleição em Israel: Como acontecem as negociações para formação de governo?

As eleições em Israel terminaram sem um vencedor claro. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem o de seu principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar uma maioria.



Mas a política israelense gira em torno da formação de coalizões, e não de qual partido é o maior. Com isso, o caminho de Netanyahu para permanecer no poder está indefinido, mas a oposição também enfrenta dificuldades para chegar ao governo.


Os partidos contrários ao premiê estão fragmentados e divididos entre direita, esquerda e centro, além de separados entre partidos judeus e árabes.




O Yashar, de Eisenkot, é a maior legenda da oposição. Mas o caminho para que ele chegue ao poder passaria pela cooperação com os partidos árabes — algo que nem todos os líderes partidários da oposição estão dispostos a aceitar.


A contagem final dos votos é esperada até 30 de outubro, e os resultados oficiais da eleição são formalmente publicados uma semana após o pleito, no dia 4 de novembro.


Com isso, os partidos terão de negociar entre si e tentar chegar a uma coalizão que tenha maioria no Congresso.




Como acontecem as negociações pós-eleição em Israel?


Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.


Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.


Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.


Esse candidato não precisa necessariamente ser o líder do maior partido, mas aquele que, a critério do presidente, tiver mais chances de reunir uma coalização com a maioria de 61 cadeiras.


Assim, vencer a eleição de Israel não depende apenas dos votos e das cadeiras conquistadas, mas também da capacidade de construir — e manter — uma coalizão viável.


Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.


Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.


Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.


Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.


Como nenhum dos lados tem uma maioria clara, um impasse parece um resultado plausível.


Herzog poderá tentar convencer Netanyahu e Eisenkot a formarem um governo de união nacional entre os dois maiores partidos, mas não está claro se esse arranjo seria sequer possível.


O premiê tem um longo histórico de romper acordos com políticos com quem firmou entendimentos semelhantes, e o líder opositor descartou integrar um governo liderado pelo atual primeiro-ministro.


Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?






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